25.9.18

Diário de Viagem: Budapeste para Iniciantes no Verão

Cheguei em Budapeste com a menor das expectativas, não tinha visto quase nada antes de ir e não me dediquei muito a procurar o que fazer na cidade. Eu queria me surpreender mesmo, fiz de propósito: "chegarei lá e vou passear rumo ao desconhecido", pensei.


Dito e feito, fui mesmo surpreendida! E no melhor dos sentidos.. que cidade INCRÍVEL! E não é por que eu estava de mudança para Hungria não, eu realmente fiquei encantada com esse lugar. Já preencheu meu coração e entrou no top 5 de melhores lugares que eu já visitei.
 O verão esse ano foi bem quente, cheguei no dia 08 de agosto e estava um calor absurdo. Olha que sou do Rio de Janeiro, hein. Então, vamos as dicas:

1. Transporte público 

 

O transporte da cidade é muito bom, tem muita conexão e diversas modalidades. Saindo do aeroporto eu optei pelo Minibud, empresa de transporte de van que leva do aeroporto para qualquer hotel. Paguei algo em torno de 10 euros. Não reservei antes, eu simplesmente cheguei e comprei logo no aeroporto. Optei por essa empresa, pois estava com malas muito pesadas, não valia a pena pegar o ônibus normal e depois um taxi ou metro. 

Mas existe a opção do ônibus que sai do aeroporto (100E) e vai para pontos importantes no centro da cidade. Ele passa normalmente de 20 em 20min e custa 900 HUF (aprox 2,80 euros).

Agora sobre a locomoção dentro da cidade: Se você está hospedado longe do centro, já indico a comprar o passe de 24 horas com uso ilimitado (se for ficar mais dias você pode comprar o de 48hrs ou 72hrs), o de 24 horas custa 1650HUF (quanto mais horas você comprar maior a economia, veja aqui). O ticket único custa 350 HUF, ou seja, se você fizer mais de 5 voltas em um dia - isso incluindo metro, ônibus e tram - já vale a pena. Com o calor de matar, não dava pra ficar andando por muito tempo no sol. Além disso, eu voltava pro hotel a tarde e saía de novo a noite. Outra vantagem desse ticket é de não precisar validar toda vez que entrar no transporte, você só mostra seu ticket para o guardinha na entrada e pronto - ou nem mostra se não pedirem. Já li relatos de gente que foi multada porque se enrolou e não validou o ticket único - esse de 24horas não precisa validar. 

Resumindo: Pegue o mapa e seja feliz, Budapeste tem um sistema de transporte público EXCELENTE. Nesse site tem mais opções de tickets, eu não usei o Budapest Card, mas é uma outra opção bem legal para quem vai ficar pouco tempo, pois inclui algumas atrações no preço.

2. Onde se hospedar?

 

Para quem não sabe, a cidade de Budapeste é divida em dois lados que são separados pelo Rio Danúbio: Tem o lado Buda e o lado Peste. Minha dica é, fique do lado de Peste. É onde tem todos os barzinhos e movimentação noturna. Eu dei um azar danado, porque deixei para reservar em cima da hora. Fui bem no primeiro dia de Sziget (um grande evento na cidade) e estava TUDO LOTADO, no booking dizia 92% das acomodações esgotadas. Acabei ficando no Hid hotel, ele é um pouco mais distante, mas ainda bem perto de uma estação de VLT. Não vou fazer propaganda, pois paguei caro na época e não foi lá um hotel maravilhoso. Mas sei que ele é bem baratinho em outras épocas, acho que o custo x benefício é bom.

3. Minhas lista de atrações imperdíveis: 

 

  • Fisherman Bastion + Volta por Buda
Para chegar na Fisherman Bastion, nós fechamos com uma das empresas que vendem o tour com um carrinho de golf logo na entrada da subida (perto de onde se compra os ingressos para subir de bondinho). O tour com o carrinho de golf sai mais barato do que o bondinho e ainda faz uma rota por todas atrações do castelo de Buda. Poupamos tempo e dinheiro! Acho que vale a pena, é muita coisa para caminhar e muita subida! Lá de cima é possível ter uma vista panorâmica de Budapeste.




Esse é um dos pontos que faz parte do circuito do carrinho de Golf, ao fundo o castelo Real que também conta com exposições, não entrei pois a fila estava imensa. 

 Vista do Castelo Real
 Souvenirs próximos a Fisherman Bastion
Outra informação interessante é sobre as pontes que conectam as duas partes da cidade. Elas são muito incríveis, essa na foto é a ponte das correntes que liga diretamente com a subida para o castelo de Buda. E o interessante é que as pontes foram reconstruídas diversas vezes no decorrer da história, pois durante as guerras as pontes eram o principal alvo de bombardeio dos inimigos, para comprometer logo a mobilidade. 

  • Parlament + Shoes on the Danube Bank
Não entramos no parlamento porque estávamos mortos de cansaço. Mas deve ser lindo por dentro! Existem dois museus subterrâneos gratuitos no pátio atrás do parlamento. Vale a visita!





Bem próximo do Parlamento, está outra parada obrigatória, o memorial "shoes on the Danube Bank". Ele fica a aproximadamente 300 metros ao sul do Parlamento, bem pertinho. As esculturas representam os sapatos deixados para trás na margem do rio, uma vez que os judeus foram obrigados a se despir e tirar os sapatos antes de serem fuzilados pelas costas à beira do Danúbio. É muito triste, pior ainda é ver sapatos de crianças no meio. Existem outros memoriais dedicados aos judeus pela cidade, esse sem dúvida foi o mais marcante pra mim.


  • Praça dos Heróis + Parque Városliget + Castelo de Vajdahunyad
Outra parada obrigatória é na praça mais famosa de Budapeste, a praça dos Heróis que conta com a escultura de personagens históricos húngaros. No dia que eu fui estava chovendo, comprei a capa com um ambulante na própria praça.


 A praça fica dentro do Parque Vársliget, com lagos, restaurantes e museus (não entrei em nenhum dos museus). Além disso tem o Castelo de Vajdahunyad que na verdade é um castelo de mentirinha, foi construído temporariamente em homenagem aos 1000 anos da Hungria, na época foi feito em papelão, mas fez tanto sucesso que resolveram refazê-lo em pedra. Hoje, abriga o Museu da Agricultura Húngara e oferece um dos passeios mais agradáveis de Budapeste.






  • Parque Erzsébet téri 
Esse parque é o melhor para passar o tempo durante o verão, seja de tardinha ou a noite. Tem sempre uma galera sentada na grama, tocando música, comendo, bebendo, ou seja, um clima super descontraído. Tem também vários barzinhos próximos com chopp e comida gostosa. Aproveitei para rabiscar um pouco. Do outro lado da praça tem a Budapest Eye que é a roda gigante, eu não fui, mas deve ser muito legal!


  • EXTRA: Visite Buda a Noite para ter essa vista de Peste saindo da estação Batthyány tér:

4. Minha lista de atrações FURADAS:

  • House of Terror Museum 
Eu vi esse museu em um programa de TV e desde então era doida pra visitar. Basicamente o museu contém exposições relacionadas aos regimes fascistas e comunistas na Hungria do século XX e também é um memorial para as vítimas desses regimes, incluindo aqueles detidos, interrogados, torturados ou mortos no prédio. A furada já começa na entrada, pois custa uns 50 reais por pessoa. O museu é TODO em húngaro então é praticamente obrigatório pagar mais ainda para ter o dispositivo de tradução. Pra mim nada ali fez sentido, não tem uma linha do tempo, são informações jogadas aleatoriamente e sem nenhuma explicação. Me decepcionei demais! Uma das maiores furadas que já fui em viagens.


  • Széchenyi Thermal Bath (NEM TÃO FURADA ASSIM) 
Estávamos em Budapeste em um calor da peste (risos) e já fazia parte dos planos visitar um lugar com banhos termais. A Széchenyi é a maior e mais famosa de todas! Decidimos ir nela mesmo, principalmente porque queríamos nos refrescar um pouco (RISOS) e aí vem a furada: Gente, água termal é QUENTE, é MUITO QUENTE! Imagina entrar em uma água de 50 graus estando com 40 graus fora da água. Nada legal. O lugar é incrível, tem várias piscinas e até que nos divertimos. MAS não é lá muito agradável dividir uma banheira / piscina QUENTE com várias pessoas com um sol torrando a cabeça. Vale lembrar que todos os ingressos dão direito aos lockers e que aparentemente são super seguros. Então a gente deixa nossos pertences logo na entrada em um locker e levamos só o essencial para as piscinas, perto das piscinas tem umas estantes para deixar a toalha, roupa, chinelo. Tudo bem tranquilo. Também tem lugar para comer e vende cerveja lá dentro.




Espero que o post ajude a quem esteja planejando conhecer a Hungria ou que tenha estimulado a quem nunca nem pensou a Hungria como destino antes, como foi o meu caso. E hoje sou apaixonada por essa terrinha! 

Qualquer dúvida escreva aqui.

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